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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ron Gutman: O poder secreto do sorriso




Quando era pequeno, sempre quis ser um super-herói. Queria salvar o mundo e tornar toda a gente feliz. Mas eu sabia que precisaria de super-poderes para tornar os meus sonhos realidade. Por isso, costumava embarcar em viagens imaginárias para encontrar objectos intergalácticos do planeta Krypton, o que era muito divertido, mas não alcançava grandes resultados. Quando cresci e percebi que a ficção científica não era uma boa fonte de super-poderes, decidi antes embarcar numa viagem de ciência real, para encontrar uma verdade mais útil.


Comecei a minha viagem na Califórnia com um estudo longitudinal de 30 anos na Universidade da Califórnia, Berkley, que examinava as fotografias de alunos num livro de curso antigo e tentava medir o sucesso e bem-estar de cada um ao longo da sua vida. Medindo o seu sorriso de quando eram estudantes, os investigadores eram capazes de prever quão feliz e duradouro seria o casamento da pessoa estudada, quantos pontos obteria em testes estandardizados de bem-estar e quão inspiradora seria para os outros. Num outro livro de curso, tropecei na fotografia de Barry Obama. Quando vi a sua fotografia pela primeira vez, pensei que estes super-poderes vinham do seu super-colarinho. Mas agora sei que estava tudo no seu sorriso.


Outro momento surpreendente surgiu numa pesquisa de 2010, da Universidade Estadual de Wayne, que observou cartões de basebol anteriores a 1950 de jogadores da Liga Principal. Os investigadores descobriram que a medida do sorriso dos jogadores podia realmente prever a medida da sua longevidade. Jogadores que não sorriam nas fotografias viviam uma média de apenas 72,9 anos, ao passo que jogadores com sorrisos radiantes viviam uma média de quase 80 anos.


(Risos)


A boa notícia é que nós, na realidade, nascemos a sorrir. Usando uma tecnologia de ultra-sons em 3D, podemos agora ver que os bebés em desenvolvimento parecem sorrir, mesmo no útero. Quando nascem, os bebés continuam a sorrir -- de início, principalmente quando dormem. E mesmo bebés cegos sorriem ao som da voz humana. Sorrir é uma das expressões mais básicas e biologicamente uniformes em todos os humanos.


Em estudos conduzidos na Papua Nova Guiné, Paul Ekman, o investigador na área das expressões faciais mais famoso do mundo, descobriu que até os membros da tribo Fore, que não tinham qualquer ligação à cultura Ocidental, e eram também conhecidos pelos seus estranhos rituais canibais, identificavam sorrisos com descrições de situações da mesma forma que vocês e eu o faríamos. Portanto, de Papua Nova Guiné a Hollywood, de caminho para a arte moderna em Pequim, nós sorrimos frequentemente, e sorrimos para exprimir alegria e satisfação.


Quantas pessoas, aqui, nesta sala, sorriem mais do que 20 vezes por dia? Levantem a mão, se for o caso. Oh, muito bem! Fora desta sala, mais de um terço das pessoas sorri mais de 20 vezes por dia, ao passo que menos de 14 por cento sorri menos de 5 vezes. De facto, os que têm os super-poderes mais espantosos são realmente as crianças, que sorriem 400 vezes por dia.


Alguma vez pensaram porque é que estar com crianças, que sorriem tão frequentemente, vos faz sorrir mais? Um estudo recente da Universidade de Uppsala, na Suécia, descobriu que é muito difícil franzir a testa quando olhamos para alguém que está a sorrir. Vocês perguntam: porquê? Porque o sorriso é evolutivamente contagioso, e suprime o controle que habitualmente temos sobre os nossos músculos faciais. Imitar um sorriso e senti-lo fisicamente ajuda-nos a compreender se o nosso sorriso é falso ou real, de forma a podermos compreender o estado emocional de quem sorri.


Num recente estudo sobre o mimetismo feito na Universidade de Clermont-Ferrand, em França, era pedido às pessoas que distinguissem se um sorriso era real ou falso, enquanto seguravam um lápis na boca para reprimir os músculos utilizados quando sorrimos. Sem o lápis, as pessoas eram excelentes julgadoras, mas com o lápis na boca, quando não conseguiam imitar o sorriso que viam, a sua capacidade de julgamento ficava prejudicada.


(Risos)


Além de teorizar sobre evolução, na "Origem das Espécies", Charles Darwin também escreveu a teoria da resposta da expressão facial. A sua teoria defende que o próprio acto de sorrir faz com que nos sintamos realmente melhor -- em vez de o sorriso ser meramente um resultado de nos sentirmos bem. Neste estudo, Darwin citou um neurologista francês, Guillaume Duchenne, que usava choques eléctricos nos músculos faciais para induzir e estimular sorrisos. Por favor, não tentem isto em casa.


(Risos)


Num estudo alemão análogo, os investigadores usaram imagens de ressonância magnética para medir a actividade cerebral antes e depois de injectarem Botox para imobilizar os músculos do sorriso. Os resultados corroboraram a teoria de Darwin porquanto mostraram que a resposta facial modifica o processamento neural do conteúdo emocional no cérebro de uma forma que nos ajuda a sentir melhor quando sorrimos. Sorrir estimula o sistema de recompensa do nosso cérebro de uma maneira que até o chocolate -- um reconhecido indutor de prazer -- não consegue igualar.


Investigadores ingleses descobriram que um sorriso pode gerar o mesmo nível de estimulação cerebral de até 2.000 barras de chocolate. (Risos) Esperem. O mesmo estudo descobriu que sorrir é tão estimulante como receber até 16.000 libras esterlinas em dinheiro. É como um sorriso de 25.000 dólares. Nada mau. E pensem nisto do seguinte modo: 25.000 vezes 400 -- bastantes crianças, por aí, sentem-se como Mark Zuckerberg todos os dias.


E, diferentemente de grandes quantidades de chocolate, grandes quantidades de sorriso podem melhorar a vossa saúde. Sorrir pode ajudar a reduzir o nível de hormonas que aumentam o stress, como o cortisol, a adrenalina e a dopamina, aumentar o nível das hormonas que melhoram o humor, como a endorfina, e reduzir, em geral, a pressão arterial.


E, como se isso não fosse suficiente, sorrir pode ainda ser agradável aos olhos dos outros. Um estudo recente da Universidade do Estado da Pennsylvania descobriu que quando sorrimos não só parecemos ser mais simpáticos e delicados, como realmente parecemos ser mais competentes.


Por isso, sempre que quiserem ter bom aspecto e parecer competentes, reduzir o stress ou melhorar o vosso casamento, ou sentirem-se como se tivessem comido uma grande quantidade de chocolate de grande qualidade -- sem incorrer no respectivo custo calórico -- ou como se tivessem encontrado 25.000 dólares no bolso de um casaco antigo que já não usavam há uma eternidade, ou sempre que quiserem ganhar um super-poder que vos ajudará e a todos os que vos rodeiam a viver uma vida mais longa, mais saudável e feliz, sorriam.


(Aplausos)

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