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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O câncer te ensina a viver"

Depois de ser diagnosticada com um tipo raro de câncer, a atriz americana Kris Carr optou por terapias alternativas para sobreviver à doença. Hoje, o seu quadro é estável e ela garante ter muito mais energia do que antigamente
LAURA LOPES
 Divulgação
Agora, Kris Carr é ativista na luta do combate ao câncer

Aos 31 anos, a fotógrafa e atriz americana Kris Carr já havia estrelado dois comerciais de cerveja com grande repercussão e tinha uma vida social agitada, sem se preocupar muito com a saúde. Até que seu corpo pediu socorro e ela teve de parar para escutá-lo. Depois de algumas cólicas, diagnósticos errados e inúmeros exames, o problema ganhou um nome: hemangioendotelioma epitelóide, um tipo de câncer vascular muito raro, que atacou seu fígado e pulmões.

Em vez de se entregar à doença, transformou-a em um caminho bem-humroado para o auto-conhecimento. "A superfície do meu fígado estava coberta por tumores. Mais precisamente: as imagens lembravam um queijo suíço", conta Kris, hoje com 37 anos, no livro Câncer - e agora?, recém-lançado no Brasil pela Editora Globo, que publica ÉPOCA. Ela também é a protagonista do documentário Com Câncer e Ainda Sexy (Crazy Sexy Cancer), que estréia em 12 de outubro no canal pago Discovery Home&Health.

"O pior momento foi quando recebi o diagnóstico. Disseram-me que não tinha cura, tratamento ou cirurgia. Tudo isso para uma pessoa tão jovem como eu", diz Kris a ÉPOCA. O tratamento a que ela se submeteu nada lembra as massacrantes sessões de quimioterapia: ioga, dieta vegan (que exclui qualquer alimento de origem animal) e retiros espirituais.

ÉPOCA – As palavras câncer e sexy parecem opostas. Existe algo sexy que possa ser conservado com a doença? 
Kris Carr - 
Não estou dizendo que câncer é sexy, mas que mulheres e homens que têm a doença devem ser confiantes. Sexy é poder, é o fortalecimento da alma. E, chamando minha jornada de "Crazy Sexy Cancer", estou usando bom-humor para trazer minha vida de volta. As pessoas não deveriam se levar tão a sério. O câncer não pode mudar meu senso de humor e meu amor pela vida. É minha decisão fazer isso se tornar possível.

ÉPOCA – Você freqüentava festas, era muito badalada. A vida boêmia pode ter ajudado a agravar o câncer? 
Kris - 
O estilo de vida pode influenciar na doença, sim. Se saio muito, bebo muito, não me cuido direito, alguma coisa estou fazendo ao meu corpo. Confesso que não sabia como me cuidar, não me alimentava de forma sadia, mas isso não me faz sentir culpada. Hoje tenho muito mais responsabilidade. Ainda saio, gosto de me divertir, mas não cometo exageros como antes.

ÉPOCA – Como o seu caso pode incentivar mulheres com câncer que não têm como pagar tratamentos a que você teve acesso? 
Kris - 
Ter acesso aos melhores tratamentos não significa que a sobrevida de um paciente seja maior. Minha mensagem é universal. Tanto faz uma mulher americana ou latina, o importante é ela encontrar a cura através do corpo-mente-espírito. Eu encorajo as pessoas a reduzirem a ingestão de produtos de origem animal, que são muito ácidos, a terem uma dieta alcalina e praticarem meditação. Minha dieta é vegan, até o suco do café-da-manhã é verde! O mais importante é reconstruir a auto-estima. Os médicos não têm todas as respostas. Nós temos muitas.

ÉPOCA – Em que momento decidiu gravar um documentário? 
Kris - 
Comecei a filmar algumas semanas depois do diagnóstico. Criatividade sempre foi meu conforto, uma forma de me expressar. No começo, era só eu, e depois outras mulheres, médicos, professores, religiosos... No filme, eu digo que "estava em busca de uma cura e encontrei minha vida". E meu marido também! (risos) Ele era o câmera.

 Divulgação
A ioga foi uma das maneiras que Kris encontrou para reestabelecer o equilíbrio de seu corpo
ÉPOCA – Como está sua saúde cinco anos após o diagnóstico? 
Kris -
 Bem melhor. O câncer que tenho progride lentamente e minha vida é normal. As pessoas não podem ser curadas, mas podem se sentir curadas. Muitas querem fugir, mas o câncer nos dá a oportunidade de viver cada minuto de forma consentida, de lutar pela vida. Eu visualizo uma vida cristalina e não falo sobre a doença.

ÉPOCA – O câncer é uma doença solitária ou permite que você se aproxime mais das pessoas? 
Kris - 
É certamente solitária, mas também dá a oportunidade de aproximar as pessoas e de decidir o que fazer com o tempo que nos resta. Todo mundo irá morrer, você irá morrer, eu irei morrer, mas por quanto tempo iremos viver? O câncer te ensina a viver. As pessoas sempre o relacionam com morte. Eu relaciono o câncer com a vida.

ÉPOCA – E o que você quer fazer da vida a partir de agora? 
Kris - 
Um monte de coisas... (risos) Estou escrevendo outro livro e discutindo sobre fazer um programa de TV. Meu marido e eu gostaríamos de começar a planejar uma família, ainda que eu tenha câncer. E tenho esperanças de tirar férias.

Assista, abaixo, ao trailer de Com Câncer e Ainda Sexy (Crazy Sexy Câncer), de Kris Carr, que estréia em 12 de outubro na Discovery Home&Health. 

 

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