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sexta-feira, 21 de março de 2008

Perguntas sobre a Linhaça

Existe uma comercialização crescente de farinha de linhaça e até uma divulgação pela internet sobre os benefícios dela. As pessoas me escrevem desorientadas pois, em geral, acessaram informações de que a linhaça deve ser consumida inteira. Outras fontes afirmam que precisa ser previamente torrada e outras que a melhor forma de consumi-la é triturada.

Qual informação seguir?

A linhaça é uma semente, a semente do linho.
Como todas as sementes, ela contém substâncias de proteção contra ataque de fungos, carunchos e bactérias, de tal forma a preservar o seu destino: germinar e virar uma planta. Estas substâncias são tóxicas (para os bichinhos e para nós humanos) e são chamadas de antinutricionais e alérgenos. Principalmente se o consumo daquela semente é exagerado.

Primeira resposta: o consumo diário seguro de semente de linhaça é de 1 colher de sopa (adultos) e 1 colher de sobremesa (crianças). Lembrando que todas as sementes oleaginosas (girassol, gergelim, castanha-do-Pará, castanha de caju, semente de abóbora, etc.) têm esta mesma medida de segurança.
Mas as sementes são alimentos riquíssimos em nutrientes essenciais como sais minerais, proteínas vegetais, gorduras nutricionais, enzimas e fibras. Elas são consideradas alimentos biogênicos, ou seja, que geram vida, pois contêm, naquele seu pequeno espaço, todas as informações genéticas e nutricionais para gerarem um novo ser, uma nova planta. Elas são tão fortes que não precisamos, como exposto acima, ingerir muito, não é uma questão de quantidade, mas qualitativa.

Segunda resposta: para evitar os antinutricionais e alérgenos das sementes, basta deixá-las que germinem. Porque durante a germinação a semente entende que chegou a hora de se transformar: semente -> germinado -> planta.
Neste momento (o da germinação), todas aquelas substâncias que cumpriam a função de defesa e preservação da integridade da semente se transformam em agentes de propulsão e crescimento. O germinado costuma conter doses elevadas de enzimas, vitaminas e substâncias vitalizantes, ativadoras de vida. Por este motivo, sempre que se for consumir sementes, elas devem estar cruas e minimamente germinadas: 8 horas de molho em água filtrada (umidade) durante a noite (escurinho), que é uma simulação do solo. Desta forma, o aproveitamento de todo o material biológico e energético deste tipo de alimento será maximizado.
Mas, se qualquer semente ou alimento for cozido no fogo, acima de 100 graus por 5 minutos ou mais, todas as enzimas, vitaminas termodegradáveis e as informações genéticas de propulsão da vida serão destruídas. Restam somente alguns nutrientes, mas a qualidade biogênica foi degradada irreversivelmente. Experimente germinar uma semente após sua torra.

Terceira resposta: quando o consumo for com propósito terapêutico e curativo as sementes devem ser consumidas cruas e idealmente pré-germinadas.
Toda semente é rica em proteínas e gorduras nutricionais. Aliás, "sê-mente", nos lembra que esta composição é muito semelhante a das células cerebrais: lipo-proteínas. E, esta fração gordurosa em geral é poliinsaturada, como a famosa família dos ômega-3. Ácidos graxos poliinsaturados significa, entre outras questões do mundo da química, que são FACILMENTE OXIDADOS (estragados, rançados, envelhecidos, intragáveis, causadores de quadros alérgicos, enxaquecas, vômitos, etc.).
E a linhaça é campeã no teor de ômega-3. É o alimento do reino vegetal mais concentrado neste nutracêutico. Quem protege todo este teor elevado de poliinsaturados da linhaça é sua casca.

Quarta resposta: triturou tem que ingerir o mais rápido possível. Porque se triturar e não consumir imediatamente, a farinha obtida irá se oxidar rapidamente e não servirá para consumo. Deverá ser jogada fora. Assim, o correto é comprar a linhaça crua, fresca e inteira. E, ir germinando e triturando no dia-a-dia, conforme o tamanho do consumo daquela pessoa ou família.
O que acontece? Na produção do óleo de linhaça, que tem elevado valor terapêutico e comercial, sobra uma borra de fibra e proteína com baixo teor de gordura. Tal subproduto é seco e comercializado como farinha de linhaça. Ou seja, além de estar oxidada, tem contaminantes do processo industrial e é um alimento esvaziado da sua integralidade, da sua alquimia de ser biogênico, nutracêutico, terapêutico e curativo.

Quinta resposta: não existe diferença significativa entre linhaça marrom e dourada. Em termos de ômega-3 a marrom leva vantagem. O mais importante é que seja fresca, bem conservada e que haja um consumo diário, jamais esporádico.

Sexta resposta: se o seu médico recomendou tomar cápsulas de óleo de linhaça como suplemento de ômega-3, significa que quadros inflamatórios estão freqüentes, certo? Mas as cápsulas são "suplementos". Quem é completa e possui a alquimia natural de um alimento biogênico é a semente na íntegra. Ou seja, além das cápsulas, siga com a recomendação diária da semente "dormida" em água, como indicado na primeira resposta acima.

Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para o bem-estar e qualidade de vida. Reprodução permitida desde que mantida a integridade das informações e citada a autora.
Email: mctrucom@docelimao.com.br

1 comentários:

Ana Maria disse...

Gostaria de saber sobre o óleo de linhaça comprado em farmácias homeopáticas. São confiáveis? Há muita diferença da semente crua?