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sexta-feira, 21 de março de 2008

O pai da medicina estava certo ...

A sociedade ocidental considera o alimento como entretenimento e fonte de prazer apenas não focando a questão do bem-estar e acaba demonstrando mais problemas de saúde. A obesidade afeta 300 milhões de pessoas, o diabete apresenta números similares ao da obesidade e os problemas relacionados com o abuso de alimentos estão emergindo com grande destaque. Estamos diante de uma profunda perda de direção no que se refere ao entendimento do alimento como uma medicina.

"Deixe o alimento ser sua medicina e a medicina ser seu alimento". São palavras de Hipócrates, considerado o pai da medicina moderna, que foram proferidas há 2.500 anos atrás. Ainda hoje o profissional médico trabalha com a dieta mas a prioridade é para a prescrição e distribuição de poderosos medicamentos, destinados a corrigir os erros de décadas no manejo do corpo.

Seria interessante se os profissionais da medicina delineassem alimentos e dietas para manter seus pacientes saudáveis neste momento, para fazer frente aos diversos problemas de saúde, resultantes do uso inadequado dos alimentos. Não são todas as condições que podem ser aliviadas ou melhoradas com a dieta mas um grande número delas seria e sem efeitos adversos para a saúde, como os envolvidos em tratamentos medicamentosos.

As estatinas são medicamentos que podem diminuir o colesterol mas os efeitos adversos incluem danos hepáticos e falha renal. Uma dieta com alto teor de gordura insaturada, fibras solúveis e fitoesteróis também pode diminuir o colesterol, sem efeitos adversos.

A opção por soluções que passem pela dieta e alimentação do paciente deveriam ser uma rotina na prática médica. Infelizmente muitos pacientes desconhecem essas opções. Uma das justificativas para os médicos não incluírem a abordagem nutricional refere-se ao fato das últimas informações sobre tratamentos serem apresentadas pelas indústrias farmacêuticas. Existe um interesse em promover medicamentos para que os médicos prescrevam. Ao mesmo tempo, existe uma carência para dados e informações sobre estudos dietéticos, em formato adequado e de fácil acesso para o profissional médico consultar. Numa pesquisa feita no último ano na Universidade de Washington, em Seattle, 66.5% dos médicos disseram que gostariam de mais informações sobre como controlar o peso. Na mesma pesquisa, muitos dos profissionais médicos demonstraram querer conhecer mais sobre dieta e prevenção de doenças.

A linha atual de ação é fornecer informações para o profissional médico. A "American Dietetic Association" recentemente introduziu um programa de educação continuada através do jornal da instituição. No entanto, parece que os médicos demonstram uma relutância em procurar por informações, preferindo que elas sejam entregues diretamente em seu ambiente de trabalho.

Uma solução política foi proposta pelo senador Bill Frist. Ele é autor do IMPACT (Improved Nutrition and Physical Activity Act) introduzido no mês passado. Busca-se fundos federais para financiar o treinamento de profissionais da saúde no diagnóstico, tratamento e prevenção da obesidade bem como das desordens alimentares.



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Fontes: foodnavigator.com / europe /
julho, 2005

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