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quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Declínio da natureza está a prejudicar as pessoas

A destruição continuada do mundo natural está a afectar a saúde, a riqueza e o bem-estar das pessoas por todo o mundo, de acordo com um relatório das Nações Unidas.
O Global Environment Outlook considera que a maioria dos indicadores estão a seguir as tendências erradas e lista a degradação dos terrenos agrícolas, a perda de coberto florestal, a poluição, a redução das reservas de água doce e a sobreexploração dos stocks pesqueiros como exemplos dos problemas ambientais das sociedades modernas.
O Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) considera que existe uma "espantosa falta de urgência" em inverter estas tendências. "Continuam a existir problemas persistentes e intratáveis por resolver e que nem sequer ainda foram analisados", diz o director executivo da UNEP Achim Steiner.

Existem provas "visíveis e inequívocas" dos impactos das alterações climáticas; muitos sistemas agrícolas atingiram o seu limite de produção; temperaturas mais elevadas e oceanos acidificados ameaçam o fornecimento de alimentos; 1,8 mil milhões de pessoas enfrentam escassez de água em 2025; três quartos das pescas marinhas estão sobre-exploradas ou já ultrapassaram os seus limites; exposição a poluentes causa 20% das doenças nos países em vias de desenvolvimento; poluição está a ser 'exportada' para os países em vias de desenvolvimento; cerca de 60% dos 'serviços prestados pelos ecossistemas' estão degradados.

"As questões antigas permanecem e novas surgem todos os dias, desde o aumento rápido das zonas anóxicas nos oceanos ao ressurgimento de doenças novas e velhas, associadas à degradação ambiental."
A UNEP conclui que o bem-estar de milhões de pessoas nos países em vias de desenvolvimento está ser posto em risco pelo falhanço em remediar problemas que já foram resolvidos nas sociedades mais ricas.
A publicação deste Global Environment Outlook (Geo-4) marca os 20 anos desde que a Comissão Mundial sobre o Ambiente e o Desenvolvimento (a Comissão Brundtland), uma conferência cimeira que colocou a ideia do desenvolvimento sustentável no ceio das Nações Unidas pela primeira vez, se reuniu.
Desde essa altura, conclui o actual Geo-4, a maioria dos indicadores ambientais agravou-se de forma drástica.


Os stocks de peixe estão em pior estado, a terra arável (especialmente em África) está a tornar-se improdutiva, mais pessoas do que nunca não têm acesso a água potável, a concentração dos gases de efeito de estufa subiram e a perda de biodiversidade está a acelerar.
"Este assalto ao ambiente global arrisca-se a minar os muitos avanços que a sociedade humana teve nas décadas mais recentes", escreve o secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon no prefácio do relatório. "Está a impedir o sucesso da nossa luta contra a pobreza e pode mesmo vir a por em perigo a paz internacional e a segurança dos povos."

O relatório de 572 páginas do Geo-4 também contém conclusões mais positivas, incluindo o abrandamento da desflorestação da Amazónia, uma melhoria da qualidade do ar na Europa ocidental e o tratado mundial para conter a destruição da camada de ozono.

No entanto, estas boas notícias são abafadas pelas esmagadoras conclusões de que, de modo geral, os indicadores ambientais apontam para baixo e os governos não estão suficientemente empenhados, do ponto de vista de recursos e vontade política, para impedir este preocupante deslizar.

"Tem havido muitos alertas desde Brundtland", diz Steiner. "Espero sinceramente que o Geo-4 seja o último necessário."


Saber mais:
Global Environment Outlook [pdf 21.9MB]
UNEP
Relatório Brundtland
Estado da Terra em gráficos

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