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quinta-feira, 17 de maio de 2007

Mundo tem 5 anos para fazer frente à mudança climática, alerta WWF

Por Peter CapellaGENEBRA, 15 maio (AFP) - Os governos têm cinco anos para tomar decisões sobre a mudança climática e, assim, lidar com a esperada duplicação na demanda de energia nos próximos 50 anos, alertou o Fundo Mundial para a Natureza (WWW) em um relatório publicado nesta terça-feira.

Se este limite de cinco anos não for cumprido, o planeta pode ser exposto a um aquecimento perigoso, além de forçar a adoção de medidas difíceis e caras, o que causaria um sério dano para a economia global, acrescentou o WWF em seu relatório.

"A questão para líderes e governos de todos os lugares é como reduzir o nível das emissões de dióxido de carbono sem interromper o desenvolvimento e reduzir o padrão de vida", disse o diretor geral da WWF, James Leape.

"Nós temos pouco tempo para plantar as sementes da mudança e isso significa que temos que agir nos próximos cinco anos. Nós não podemos desperdiçá-los", acrescentou.

O relatório lançou o objetivo de limitar o crescimento da média global de temperatura em 2°C para níveis pré-industriais em 2050 - comparados com o 0,7°C de agora - e um corte de 50% nas emissões dos gases que provocam o efeito estufa.

O WWF forneceu dados para um recente relatório feito por uma equipe de cientistas da ONU. Eles afirmaram que as piores conseqüências do aquecimento global poderiam ser evitadas com tecnologias já conhecidas e medidas de racionamento energético.

Entretanto, o Fundo disse que as decisoes políticas e econômicas que vêm sendo tomadas estão "em um diferente e perigoso caminho".

O relatório apresenta seis soluções-chave, entre eles o uso mais eficiente da energia, a reversão do desmatamento, a aceleração do desenvolvimento das tecnologias de emissão e também o armazenamento de energia.

O WWF também quer que usinas baseadas na queima de carvão sejam substituídas por gás, e que haja mais captura e separação de carbono para lidar com a contínua emissão de combustíveis fósseis, como o petróleo.

Juntos, os países podem cortar a emissão de dióxido de carbono em uma porcentagem entre 60% e 80% até 2050, se as medidas forem implementadas a tempo.

Leape aconselhou o investimento na otimização energética de edifícios e meios de transportes, porque eles são simples e podem trazer muitos benefícios a um custo relativamente baixo e com pequeno risco.

O relatório, por outro lado, não aconselha o uso da energia nuclear, apesar dela não emitir nenhum gás tóxico. O WWF teme que haja poluição radioativa e proliferação de armas.

O relatório ressaltou que se decisões conjuntas forem tomadas pelos países em cinco anos, as medidas podem começar a ter o impacto desejado em uma década, "baseado nos obstáculos reais" quanto à adaptação da indústria.

Intitulado "Soluções para o Clima: visão do WWF para 2050", o relatório foi produzido por uma força-tarefa que incluiu 100 cientistas e especialistas.

O relatório se concentrou apenas no que é conhecido sobre tecnologias e fontes disponíveis e considerou a habilidade industrial de lidar com a mudança, não levando em consideração os custos econômicos ou as políticas necessárias para implentar as medidas.

Mas o WWF informou que está consciente de que o fim do predomínio do petróleo e do carvão, interropendo o uso da energia nuclear, ou a expansão rápida e não sustentada dos biocombustíveis, poderiam causar enormes levantes sociais, ambientais e econômicos se forem mal administrados.

Relatórios do Painel Intergovernamental para Mudança Climática (IPPC) da ONU ressaltaram este ano que esforços para estabilizar o nível do efeito estufa para os próximos 20 ou 30 anos seriam cruciais na luta contra o aquecimento global.

Os cientistas do IPPC afirmaram que as emissões de dióxido de carbono por indústrias, veículos e equipamentos domésticos já causaram impacto no clima mundial. Eles alertaram para o grande dano que a ação humana vai trazer para os próprios homens e para os animais este século se mudanças não forem feitas.

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