Qr Code do blog

Qr Code do blog
Qr Code do blog

Rss

Contacto

Blog Archive

Followers

Follow by Email

Add me on Facebook

NutriViva Tv



Total de visualizações de página

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Arrasto de fundo vai deixar o Pacífico sul

Um quarto dos oceanos mundiais vão passar a estar protegidos das frotas pesqueiras que arrastam pesadas redes ao longo do fundo, segundo um acordo estabelecido pelas nações do Pacífico sul.

Este acordo histórico vai restringir o arrasto de fundo, que os peritos dizem destrói os recifes de coral e levanta nuvens de sedimentos que sufocam a vida marinha.

Observadores e sistemas de análise irão assegurar que os navios permanecem a cinco milhas náuticas dos ecossistemas marinhos em risco.

O Pacífico sul contém os últimos ecossistemas de mar profundo intocados e estende-se do equador ao Antárctico, da Austrália à costa leste de África. A mar alto compreende todas as zonas não incluídas nos mares territoriais ou águas nacionais de um país.

O acordo alcançado na cidade costeira de Renaca, Chile, entrará em vigor a 30 de Setembro e irá fechar ao arrasto de fundo zonas onde ecossistemas marinhos vulneráveis existem ou é provável que existam, a não ser que uma avaliação prévia seja feita e medidas fortemente protectoras sejam implementadas.

A delegação da Nova Zelândia, cujos pescadores são responsáveis por 90% da pesca de arrasto no Pacífico sul, considerou que as restrições irão "ter impactos severos" nas frotas pesqueiras: "Como os custos das investigações e avaliações, bem como dos observadores, são tão elevados, pode mesmo assistir-se ao fim do arrasto de fundo."

A Deep Sea Conservation Coalition, uma aliança de grupos ambientalistas e conservacionistas, ficou satisfeita com o acordo: "Este é um importante passo em frente na protecção da biodiversidade nos mares profundos", referiu o porta-voz do grupo Matthew Gianni.

Gianni referiu que o acordo foi o primeiro passo na direcção da implementação da resolução das Nações Unidas aprovada em Dezembro, que apelava à adopção de medidas unilaterais de precaução para assegurar que os arrastões de fundo não causassem danos significativos.

"Esta foi a reunião mais importante das nações pesqueiras desde a resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas e seguiu as recomendações da resolução. Pode ser feito, foi feito e é tempo de todos os países fazerem o mesmo noutras zonas oceânicas."

Para além das redes com pesos e dos rolamentos que esmagam os recifes de coral, os alvos dos arrastões de fundo são espécies de crescimento lento, como o olho-de-vidro, que demora décadas a atingir a idade da reprodução.

Essas espécies são especialmente vulneráveis à sobre-exploração porque a população se restabelece muito lentamente.

Ainda no mês passado, importantes investigadores na área tinham alertado para o perigo de não restarem espécies de peixes marinhos no espaço de 50 anos se as práticas actuais se mantivessem.

Schematic of bottom-trawling. Image: BBC

Saber mais:

Deep Sea Conservation Coalition

South Pacific Regional Management Organisation

Marine Conservation Society

Greenpeace

0 comentários: