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terça-feira, 15 de maio de 2007

Abate de texugos na Irlanda foi fútil

Um novo relatório dado a conhecer agora alega que a "virtual extermínio" dos texugos na Republica da Irlanda não impediu a alastramento da tuberculose bovina: apesar de terem sido mortos tantos texugos que estão extintos em muitos locais, o nível de tuberculose no gado continua o dobro da existente no Reino Unido.

O estudo foi realizado e apresentado pelas organizações Badgerwatch Ireland e Badger Trust do Reino Unido e foi dado a conhecer mesmo antes do governo inglês receber um relatório de aconselhamento que considera um abate semelhante.

"A grotesca extensão da exterminação irlandesa prova que matar texugos não controla nem irradica a tuberculose bovina", diz Trevor Lawson do Badger Trust. "Os texugos são um bode expiatório para as más práticas agrícolas e para testes contra a tuberculose bovina pouco adequados. As nossas descobertas ridicularizam as pretensões de abate de texugos no Reino Unido feitas por diversas organizações, como a União dos Agricultores."

A industria agrícola e muitos veterinários garantem que os texugos ajudam a espalhar a doença entre o gado e gostariam de ver um abate dirigido às populações infectadas de texugos, em 'pontos quentes' como Gales e sudoeste de Inglaterra.

O Departamento do Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (DEFRA) do Reino Unido refere que o governo vai avaliar a ciência, incluindo os dados da experiência irlandesa, antes de decidir acerca da solução mais apropriada para limitar a propagação da tuberculose bovina.

O DEFRA deve receber as suas recomendações do Grupo Científico Independente sobre a Tuberculose Bovina este Verão.

O Badgerwatch Ireland e o Badger Trust reviram documentos relativos à destruição sistemática de texugos no chamado Projecto das Quatro Áreas, que operou em Cork, Monaghan, Donegal e Kilkenny entre 1997 e 2002.

O projecto comparou o abate proactivo e reactivo de texugos em zonas de surtos de tuberculose bovina para tentar identificar qual a abordagem que teria o maior impacto sobre a incidência da doença no gado.

Uma análise do projecto para a DEFRA descobriu "a melhor evidência até ao momento de que os texugos contribuem de facto para o surgimento de tuberculose no gado" e a União dos Agricultores salienta dados do projecto que considera demonstrarem que o controlo do efectivo de texugos reduziu os casos de tuberculose até 96%.

Mas os dois grupos conservacionistas concentram-se no que consideram as falhas do projecto e nos métodos actuais de controlo irlandeses.

O seu relatório refere que com mais de 6 mil armadilhas para texugos operacionais todas as noites na Republica, a incidência de tuberculose no gado permanece um problema importante.

Alega que a densidade de texugos na Irlanda é agora de apenas 10% da que existe em habitats equivalentes no sudoeste inglês e ainda assim, em 2006, a Irlanda abateu 9% mais gado com tuberculose do que o Reino Unido, mesmo sendo a manada nacional irlandesa apenas 56% do tamanho da inglesa.

O Teste Krebs decorreu em 30 zonas, cada uma com 100 Km quadrados e consistiu no abate reactivo de 10 texugos e no abate proactivo de mais 10, sendo 10 deixados vivos. A incidência de tuberculose bovina foi medida dentro e fora das áreas de estudo. O teste custou £7 milhões por ano e foi suspenso em 2003 após um aumento significativo da incidência da doença.

"Se irradicámos virtualmente todos os nossos texugos e ainda temos o dobro do nível de tuberculose bovina na nossa manada nacional do que têm os ingleses, onde não se matam texugos, então nitidamente não estamos a ver a coisa bem", diz Trevor Lawson.

O grupo acredita que a sua avaliação apoia a visão de que a tuberculose bovina na Irlanda é propagada pelo próprio gado. A doença explodiu na Irlanda quando os testes contra a tuberculose bovina pré-deslocação foram abandonados em 1996.

Rapidamente atingiu o nível mais alto, desde que há registos, em 1999, com mais de 45 mil testes positivos. O abate de texugos continuou durante todo esse período, refere o relatório.

No Reino Unido, o governo apoiou o teste do abate aleatório de texugos (também conhecido por Teste Krebs), que terminou em 2003, que demonstrou que o abate podia agravar o problema da tuberculose.

O abate reactivo aumentou a incidência de tuberculose em 25% e um regime proactivo reduziu a incidência dentro da zona alvo mas levou a um aumento nas áreas circundantes.

Quando questionado sobre o tema, o ministério irlandês da agricultura referiu que estava a preparar a sua resposta ao relatório dos conservacionistas.

Saber mais:

Badger Trust

NFU

DEFRA

Simbiotica

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