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sexta-feira, 16 de março de 2007

Parábola: Céu e inferno íntimos

Conta-se que um dia um samurai, conhecido pela sua índole violenta, foi procurar um sábio monge em busca de respostas para suas dúvidas...

- Monge; ensina-me sobre o céu e o inferno.

O monge; de pequena estatura e muito franzino, olhou para o bravo guerreiro e, simulando desprezo, lhe disse:

- Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma, você está imundo.

- Seu mau cheiro é insuportável.

- Ademais, a lâmina da sua espada está enferrujada.

- Você é uma vergonha para a sua classe.

O samurai ficou enfurecido.

O sangue lhe subiu ao rosto e ele não conseguiu dizer nenhuma palavra, tamanha era sua raiva.

Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.

- Aí começa o inferno... - disse-lhe o sábio mansamente.

O samurai ficou imóvel.

A sabedoria daquele pequeno homem o impressionara.

Afinal, arriscou a própria vida para lhe ensinar sobre o inferno.

O bravo guerreiro abaixou lentamente a espada e agradeceu ao monge pelo valioso ensinamento.

O velho sábio continuou em silêncio.

Passado algum tempo o samurai; já com a intimidade pacificada, pediu humildemente ao monge que lhe perdoasse o gesto infeliz.

Percebendo que seu pedido era sincero, o monge lhe falou:

- Aí começa o céu...

Para nós, resta a importante lição sobre o céu e o inferno que podemos construir na própria intimidade.

Tanto o céu quanto o inferno, são estados de consciência que nós próprios elegemos no nosso dia-a-dia.

A cada instante somos convidados a tomar decisões que definirão o início do céu ou o começo do inferno.

Portanto, criar céus ou infernos; portas à dentro da nossa alma, é algo que ninguém poderá fazer por nós.

A porta entre nós e o céu não poderá abrir-se enquanto esteja fechada a que fica entre nós e o próximo...

Enviado para o meu scrapbook no Orkut pelo amigo Heitor

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