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terça-feira, 6 de março de 2007

OBESIDADE ATINGE 40% DA POPULAÇÃO

Um artigo oficial sobre a obesidade dos brasileiros. Algumas partes foram editadas, nomeadamente em relação a produtos que não recomendo...

O brasileiro nunca esteve tão gordo. Segundo nova radiografia sobre nutrição no Brasil, apontada em pesquisa divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 40% da população apresenta excesso de peso. Entre os jovens, o quadro é ainda mais alarmante: o Brasil tem hoje 5,9 milhões de adolescentes acima do peso, o que corresponde a 16,7% do grupo etário de 10 a 19 anos. ‘Podemos dizer, sem medo, que o maior desafio hoje é tratar e prevenir a obesidade na infância e na adolescência, situação bem diferente de tempos atrás, quando a desnutrição era o problema alimentar mais grave do brasileiro‘, afirma a endocrinologista e nutróloga Ellen Simone Paiva, diretora-clínica do Centro Integrado de Terapia Nutricional (Citen), em São Paulo.

Segundo ela, a diferença pode ser percebida também no padrão de beleza infantil. Ellen lembra que, há cerca de 25 anos, numa época em que a meninada ainda tinha liberdade para brincar nas calçadas e praças, um bebê roliço, bochechudo e corado era considerado uma ‘gracinha‘. Já os pequenos que não se enquadravam neste modelo eram motivo de grande preocupação para pais, amigos e familiares. ‘A maioria das mães não trabalhava fora de casa, portanto a alimentação ficava sob seus cuidados e supervisão, o que, sem sombra de dúvida, era muito mais saudável. Sem falar na liberdade de correr, pular corda e andar de bicicleta‘, lembra.

À entrada feminina no mercado de trabalho, soma-se a pressa, a falta de tempo e, conseqüentemente, a praticidade do consumo de guloseimas, como biscoitos recheados, chocolates, balas, refrigerantes, pizzas, alimentos enlatados e fast food. Ao mesmo tempo, ainda segundo a endocrinologista, as brincadeiras de rua, como queimada, amarelinha, pique esconde e pique pega, perderam terreno para a violência urbana. "Mais um ponto marcado a favor do sedentarismo e seu carro-chefe - o trio televisão, computador e jogos eletrônicos. O resultado é uma equação bombástica", diz Ellen.

‘As crianças estão limitadas. Nos tempos atuais, quase todo mundo mora em apartamento e tem medo de ser assaltado. É normal que os pais impeçam seus filhos de saírem de casa. Assim, a criançada acaba ficando reclusa em seus quartos, sentada ou deitada na cama, brincando com jogos eletrônicos ou navegando pela internet‘, endossa a especialista em endocrinologia e metabologia, a médica Ana Paula Xavier Zanini.

A conseqüência é que doenças como hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto e reumatismo, até então desconhecidas da puberdade, hoje já não são mais restritas ao universo adulto. ‘Não é possível permitir que nossos jovens sigam comendo diariamente batata frita, pipoca, coxinha ou salgadinhos em pacotes com gosto de isopor. Precisamos orientá-los a fazer novas escolhas‘, afirma Ellen Paiva, que faz um alerta aos pais: ‘Muitas mães embarcam na onda de dietas milagrosas, o que acaba sendo um efeito influenciador. Os adultos têm o desejo de ser magro por estética e não por saúde e, equivocadamente, transmitem isso para as crianças.

Há quase um ano, a estudante M.C.A., 12 anos, não tem coragem de enfrentar a balança. Da última vez em que se pesou, o ponteiro acusou 80 quilos. Um susto para ela e sua mãe, a relações públicas E.A. ‘Até os cinco anos, ela era uma criança magrinha. Depois disso, me casei de novo e engravidei pela segunda vez. Acho que o fato de ganhar um padrasto e uma irmã acabou contribuindo para esta situação‘, acredita.

Hoje, M.C.A. coleciona passagens endocrinologistas. Já passou por quatro. Faz terapia e buscou apoio de uma nutricionista. O próximo passo é deixar de ser sedentária. ‘Com a chegada da adolescência, ela começou a se preocupar com a vaidade e teve a iniciativa de pedir ajuda. Estou dando muito apoio, pois as conseqüências podem ser sérias. A psicóloga disse que nesta fase o jovem pode acabar trocando a compulsão por comida pelo uso de drogas‘, receia.

Para evitar o pior, a relações públicas decidiu promover mudanças que afetaram toda a família. E.A. conta que há alguns meses evita comprar guloseimas - apesar da insistência da caçula -, e não permite que as refeições sejam feitas na sala, em frente a televisão. Para a especialista em endocrinologia e metabologia Ana Paula Zanini, modificações na rotina familiar são fundamentais para ajudar a criança a emagrecer sem muito sofrimento. ‘Todos os moradores da casa precisam se adaptar. Não adianta um só não comer e os outros esbaldarem-se em guloseimas‘, alerta.

Servir as refeições em porções controladas, manter a geladeira sempre provida de frutas, iogurte desnatado, hortaliças e legumes , não colocar sobre a mesa maionese, requeijão, geléias, manteiga e, principalmente, não brigar ou criticar a criança à mesa, para que ela não desconte suas frustrações no prato de comida, são comportamentos que fazem a diferença, conforme indica a médica.

De acordo com Ana Paula, estabelecer horários para as refeições, elogiar sempre qualquer progresso que a criança alcançar e estimular a prática de alguma atividade física são outras dicas importantes que irão contribuir para a perda de peso e ganho da saúde.

Dez passos para começar a combater a obesidade

Tema do V Congresso Paulista de Clínica Médica, Setembro

O Dr. Abrão José Cury Jr, presidente do VI Congresso Paulista de Clínica Médica, dá dez dicas para que o obeso se sentir melhor e começar a combater essa doença que abre as portas do organismo para outras doenças.

1. Com sua saúde, mais do que com seu aspecto estético.

2. Não sucumba às promessas de medicamentos mágicos, de dietas milagrosas e equipamentos de ginástica que trabalham por você.

3. Medicamentos com hormônio tireoidiano, estimulantes, inibidores de apetite, diuréticos, laxantes, tranqüilizantes e antidepressivos, usados em conjunto para emagrecer, são prejudiciais à saúde. Quando unidos a dietas milagrosas são catastróficos. Podem provocar fraqueza, desmaios, palpitação, infarto, redução da resistência, sincopes e mal-estar súbito.

4. Comece passando por uma consulta médica. Através do exame clínico, o médico avalia sua condição física e sua saúde.

5. Um profissional da saúde, como um educador físico, deve ser consultado para que indique a atividade física adequada a seu biofísico.

6. Procure uma nutricionista para desenvolver um plano alimentar adequado às suas características e necessidades.

7. No início, sem exageros e respeitando seus limites, a pessoa deve deixar mais o carro em casa e andar mais à pé. Troque o elevador por alguns lances de escadas.

8. Alimentos gordurosos, doces e fast food. Nas refeições, prefira legumes, verduras e frutas, e semente e nozes germinadas.

9. Mantenha-se hidratado, através do consumo de água frequentemente.

10. Finalmente, entenda que o importante não é chegar ao peso ideal, mas ficar nele pelo resto da vida. Isso exige a adoção de hábitos saudáveis para sempre.

A obesidade é doença e fator de risco para doenças cardiovasculares, hipertensão, colesterol elevado e diabetes, sendo que até graus menores de sobrepeso podem levar indivíduos susceptíveis a desenvolver doenças. Mesmo que o obeso esteja com seu colesterol controlado, não tenha diabetes, nem hipertensão, assim como outros problemas, a tendência é que venha a desenvolver alguma dessas doenças no futuro.

Estima-se que, no Brasil, cerca de 40% da população está acima do peso ou é obesa. A obesidade é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como doença grave, que atinge proporções epidêmicas no mundo.

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