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quinta-feira, 29 de março de 2007

Carne bovina afecta fertilidade masculina


Filhos nascidos de mulheres que ingeriam produto na gravidez tiveram problemas.
Cientistas acham que efeito tenha relação com hormônio de crescimento dado ao gado.

O consumo excessivo de carne bovina durante a gravidez por mães americanas reduziu a fertilidade dos filhos homens, diz um estudo elaborado nos Estados Unidos e publicado nesta terça-feira (27) pela revista britânica "Human Reproduction".

Esta é a primeira vez que se estabelece um vínculo entre o consumo de carne bovina e a diminuição da fertilidade masculina, que os autores do estudo atribuem à grande quantidade de hormônios no gado americano para o crescimento.

Embora os cientistas reconheçam que os resultados da experiência se restrinjam aos Estados Unidos, onde ainda é permitido o uso de substâncias químicas para engordar os animais, se recomenda que sejam realizadas mais pesquisas para confirmar a relação.

Na União Européia (UE), estas substâncias já estão proibidas desde 1988.

Um grupo de especialistas da Universidade de Rochester, em Nova York, liderado por Shanna Swan, examinou 387 bebês do sexo masculino que nasceram entre 1949 e 1983 e, além de analisarem seu sêmen, perguntaram a suas mães qual era a dieta seguida durante a gravidez.

Na média geral, as mães disseram ter comido carne de vaca 4,3 vezes por semana.

Entre as mulheres, 51 haviam consumido carne bovina mais de sete vezes por semana.

Os cientistas descobriram que os filhos das mulheres que haviam consumido este tipo de carne de forma excessiva tinham 24% menos esperma que os de outras mães que tinham uma alimentação mais balanceada.

Estes bebês produziam, em média, 43,1 milhões de espermatozóides por mililitro de fluído seminal, enquanto o restante dos recém-nascidos examinados tinha uma média de 56,9 milhões por mililitro.

Todos os bebês avaliados pelo estudo tinham a capacidade de reproduzir e, por isto, não foram considerados estéreis.

No entanto, 18% dos meninos, cujo número de espermatozóides era inferior aos 20 milhões por mililitro de sêmen, entravam na categoria de sub-férteis, estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Apenas 5% dos bebês cujas mães não consumiram tanta carne de vaca tinham esta quantidade de esperma.

"A proporção de homens com uma concentração de esperma sub-fértil e de homens com um histórico de possível sub-fertilidade aumentava à medida que suas mães consumiam carne de vaca durante a gravidez", afirmou o professor Swan.

O diretor do estudo acrescentou que há boas razões para pensar que os danos têm relação com os esteróides anabolizantes usados para um crescimento mais rápido do gado desde 1954 nos Estados Unidos.

Apesar de ter sido proibido, em 1979, o uso do hormônio sintético dietilstilbestrol (DES) neste país, outros seis esteróides continuam sendo usados habitualmente: estradiol, testosterona e progesterona, entre os naturais, e os sintéticos zeranol, acetato de trenbolone e acetato de melengestrol (MGA).

Swan afirmou que os resultados do estudo "podem não ser aplicados a outras regiões do mundo onde o gado é criado através de outros métodos", mas recomendou que se realize uma pesquisa similar na UE para esclarecer a relação entre consumo desta carne na gravidez e a fertilidade masculina.

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